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7 Wireless Mundi

26/04/2010 07:20


7 Wireless Mundi

Governos e operadoras de telecomunicações encontraram-se em 13 de abril de 2010 para discutir idéias e ações sobre conectividade eletrônica e serviços públicos.

O 7 Wireless Mundi ocorreu nesta data, em São Paulo, reunindo duas centenas de interessados – em sua maioria gestores públicos – para acompanhar as novas tecnologias das operadoras e as mais recentes ações políticas na área de inclusão digital desenvolvidas no país. Foram apresentados inúmeros cases das três esferas de governos: municipais, estaduais e federal.

Inclusão Digital

A cultura digital adquiriu o status, no final do século XX, de principal referência para o conjunto de crenças, valores e práticas de todas as pessoas. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC´s) são, portanto, o meio pertinente que agrega as oportunidades de novos ambientes colaborativos de informação e serviços, bem como a resposta mais exeqüível para os governos atingirem a inclusão social de seus cidadãos.

Dentre as principais questões levantadas sobre a natureza da inclusão digital (ID), a principal delas é diferenciar o acesso básico a computadores - para muitos uma simples navegação na web - para um conceito mais preciso sobre o que seria ID. Assim, ID é a articulação de novas tecnologias com processos educacionais, e para isso ocorrer são necessárias três variáveis: acesso, capacitação e conteúdo.

Depreende-se portanto que ID comporta ações de políticas públicas convergindo com inovações de aplicativos das operadoras de telecomunicações.

Tecnologia Wireless

A diferença entre a tecnologia wireless e as fibras ópticas é de mobilidade e custo. Ainda que as segundas possuam melhor qualidade e velocidade, a primeira (por prescindir de meios físicos de conexão) é mais barata e permite o acesso do indivíduo em qualquer lugar.

Ricardo Tavares (GSM Association) acusou o governo de pouco enfatizar a tecnologia sem fio, mesmo sendo o mais importante contratante deste serviço. O Brasil, continuou, é o quinto mercado e-móvel do mundo.

Christian Wickert (Claro) também fez críticas ao governo, principalmente aos fundos de contribuição na telefonia: o FUST e o FISTEL. Segundo ele estes fundos estão sendo utilizados para fazer superavit primário, ao invés de serem locados para pesquisa e desenvolvimento.

A cultura wireless é uma excelente alternativa para as corporações privadas e governamentais prestarem serviços de qualidade aos cidadãos. O SMS, por exemplo, é uma plataforma disponível e subutilizada, e pode ser melhor explorada para comunicação interna, informações escolares, saldo e extrato bancário, horário de transportes etc. Os debatedores concluíram que as tecnologias wireless e a banda larga geram mais produtividade a baixo custo, possibilitando mais oportunidades a pessoas físicas e jurídicas e ampliando a qualidade dos serviços prestados.

Cidade Digital

O tema da telemedicina foi focado por Luís Gustavo Loyola Santos (Datasus) e André Imar Kulczvnsk (PROCEMPA). Em suas experiências relatam a busca por atingir velocidade na obtenção de informações e apoio no momento da prescrição. É uma boa ferramenta para uma segunda opinião médica, principalmente por ser à distância. É uma alternativa inevitável para o atendimento de populações de baixa renda, que têm dificuldade em se encaminhar para hospitais, o mais das vezes, distantes de suas residências. Os principais benefícios da telemedicina para a gestão pública são o treinamento dos médicos residentes e o arquivo eletrônico de laudos e exames.

No âmbito da convergência entre poder público e TIC´S, definiu-se os parâmetros de uma cidade digital. Como no exemplo acima, uma cidade digital é aquela que integra seus serviços para o mundo virtual, tornando disponíveis à população além do acesso físico, também o acesso on-line. Em outras palavras, em sua área geográfica há infra-estrutura de telecomunicações e internet para cidadãos estarem on-line. Combina-se assim o desenvolvimento sócio-econômico com inclusão social e digital.

Segundo Ricardo Stucchi (CpqD) há quatro níveis de urbanização digital: a) acesso básico: telecentros e serviços eletrônicos; b) cidade digital pré-integrada; c) cidade digital integrada; d) cidade digital plena.

Para se chegar à cidade digital plena é necessário reunir quatro condições essenciais: a) inclusão digital; b) eficiência administrativa; c) desenvolvimento sócio-econômico; d) sustentabilidade.

O foco é integrar o cidadão sob acessibilidade, mobilidade, segurança e múltiplas plataformas.

Outras experiências que atestam a viabilidade em dispor aos cidadãos e contribuintes de um serviço público na rede virtual (demonstrando a aplicabilidade de uma cidade digital), podem ser ilustrados pelo Portal da Educação, gerenciado pela Secretaria de Educação do Paraná, sob gestão técnica da Celepar – empresa de processamento de dados do estado –, e o Tribunal de Contas do Ceará. O primeiro por criar um ambiente colaborativo entre alunos, professores e poder público. Já o segundo por tornar transparente, e com acesso on-line e participativo, as contas das prefeituras do estado.

Plano Nacional de Banda Larga

O final do evento foi destinado à discussão da inclusão digital como política pública. Rogério Santanna, Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, apresentou as principais questões que envolvem o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo ele, o objetivo geral é ampliar o acesso à banda larga, e assim, promover oportunidades, desconcentrar renda e incorporar cidadãos.

O PNBL prevê: definir a infra-estrutura de banda larga a ser utilizada no país; orientar a política produtiva e tecnológica sob um padrão de qualidade; gerar conteúdos digitais e criar uma ampla rede de aplicações e serviços

Para cidadãos o foco de interesse recairia sobre o desenvolvimento familiar, a educação e a qualificação profissional. Aliado a este pressuposto, visa também proporcionar mais lazer e cultura; e capacitá-los a uma melhor inserção econômica. Para governos o PNBL facilitará instrumentos para políticas públicas, aproximação aos cidadãos e melhoria da gestão pública. E para empresas visaria a integração de pequenos e médios empreendedores em cadeias produtivas de grandes empresas; aumentaria a produtividade; e fortaleceria a interação entre fornecedores e compradores para uma inserção internacional.

Santanna ressaltou que o foco do plano visa às classes C, D e E. Isso inclui três condições para a sua implementação: cobertura, velocidade e preço. Para ele, as principais metas do PNBL são dobrar o número de acessos domiciliares e introduzir concorrência onde não há.

Para saber mais

A realização do evento foi de responsabilidade da Momento Editorial, que compartilha o conteúdo a todos os interessados. Neste link podemos acessar as apresentações dos participantes. Neste outro link há mais informações.


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